
Com todas as dificuldade que os empreendedores passam hoje, uma das maiores dúvidas que recebemos é sobre como planejar o crescimento, para que ele seja sustentável e perdure ao longo dos anos. Obviamente não existe uma formula que garanta que o plano estratégico irá garantir o crescimento ou a expansão da empresa, mas sempre existe alguns caminhos já testados que auxiliam e facilitam o processo de planejamento empresarial.
De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte, hoje com o lançamento da cultura Startup, modificou-se muito como validar as estratégias empresariais, e é por aqui que vemos o novo caminho, a união das ferramentas tradicionais com este novo jeito de construir empresas que vem se destacando e é adotado hoje pelas maiores empresas do mundo.
Com base nisso Glauco oferece a maneira que acredita ser uma excelente mistura do tradicional com a inovação e divide ela em 3 passos que são:
1) Análise do ambiente competitivo:
Glauco destaca que não tem como buscarmos a expansão se não soubermos o que está acontecendo, e tudo que afeta nossa empresa, então entra aqui a primeira ferramenta tradicional que é a Matriz SWOT. Com o auxílio visual e a organização dos fatores, ela facilita na percepção dos riscos que devemos evitar e oportunidades que devemos explorar, tudo isso vinculado as nossas forças e fraquezas, garantindo uma melhor visão do nosso mercado competitivo.
Mas devemos sempre trabalhar com indicadores e números afim de conhecer ainda mais o mercado e as oportunidades, como:
O mercado é muito competitivo?
Quanto movimenta por ano?
Quanto vale o nicho que queremos atender?
Qual o ticket médio?
Quem são os principais concorrentes?
Assim podermos decidir se vamos ou não investir neste mercado e se vamos ou já estamos nele, qual as oportunidades de inovação que temos para ganhar destaque e escalabilidade.
Segundo Glauco, feita esta primeira análise já conseguimos criar alguns planos de ação que serão fundamentais para que o crescimento empresarial seja sustentável, mas ainda temos que pensar em outros fatores que estão no segundo passo.
2) Validação das hipóteses, aprendizado e a modelagem do negócio
Como vamos saber o que os clientes querem, o quanto estão dispostos a pagar, se pagariam pelo produto, qual o problema que eles enfrentam neste mercado, se não levantarmos e validarmos estas hipóteses.
Neste segundo ponto vamos entrar mais afundo no aprendizado do mercado e na “alma da empresa”, no seu propósito. Isso será o que vai mover a empresa para frente e permitir que ela consiga escalabilidade após a validação das hipóteses levantadas.
Para isso vamos unir 2 ferramentas que são Lean Canvas e Business Model Canvas com o objetivo de estruturar quais os problemas do nosso mercado, quais as soluções que temos para estes problemas, e quais as métricas que validam estas hipóteses levantadas. Tudo isso com base na nossa proposta de valor e a definição do segmento de clientes. Um ponto interessante aqui é que após cada validação ou não, temos um novo aprendizado sobre o mercado, que será muito útil para a sobrevivência da empresa e posteriormente para o seu crescimento.
Glauco diz que com esta análise temos também a possibilidade de definir com mais clareza nossa proposta de valor e o segmento de clientes que a nossa solução atende. Lembre-se hoje não vendemos produtos ou serviços e sim a solução para o problema de nossos clientes.
Outro ponto importante na ferramenta Lean Canvas é que ela exige que seja definido qual a nossa vantagem competitiva, ou seja, quais as barreiras que temos que ter para que outras empresas não entrem no mercado e levem nossos clientes.
Definido isso e validado as hipóteses, passamos para a estruturação do negócio, onde vamos definir entre outras coisas os recursos e as atividades fundamentais para podermos buscar o crescimento em escala e sustentável. Com a definição destes fatores, teremos estruturado nossos fatores crítico de sucesso, que serão as diretrizes estratégicas que devemos levar em consideração antes de cada decisão e na definição do nosso plano de ação.
3) Objetivos, Resultados Chaves e o Plano de Ação (OKR)
Com todas as análises feitas e o modelo de negócio estruturado, é hora de criarmos nosso plano de ação para o crescimento. Nele vamos definir os objetivos e resultados que iremos perseguir a cada dia, além das iniciativas que teremos que tomar para que estes resultados e objetivos sejam alcançados. Tudo ficará mais fácil se todos os colaboradores estiverem engajados com a estratégia de crescimento. Isso é uma das vantagens da metodologia OKR. Veja um resumo de como fazer:
Defina os Objetivos:
De acordo com Glauco o importante é que os objetivos façam parte do sonho (visão) e sejam inspiradores, ou seja, não muito fáceis, mas também que não sejam impossíveis de se alcançar, eles devem motivar a equipe a buscar a cada dia o crescimento. Na metodologia OKR o resultado de um objetivo deve ficar entre 0,7 e 0,8, em uma escala até 1. Se ele obtiver nota 1 por exemplo é porque não era desafiador o suficiente.
Quanto aos Resultados Chaves, vale aqui a classificação SMART, que define que ele deve ser:
S (specific) – Específica: Sendo específica nossa mente assimila o objetivo que ela tem, evite metas genéricas.
M (mensurable) – Mensurável: Quanto? É importante definir números para a sua meta, pois cria ferramentas para o cérebro ir avaliando o desempenho.
A (attainable) – Alcançável: Aqui eu sugiro trocar o alcançável por desafiador, tornando as metas possíveis de atingir, mas que motive os colaboradores na sua execução.
R (relevant) – Relevante: As metas precisam ter significado e propósito
T (timely) – Prazo: Toda meta precisa ser temporal, ter uma data para terminar, onde vamos avaliar o desempenho.
Definido o plano de ação, agora é hora de buscar os resultado e monitorá-los, pois somente assim conseguiremos corrigir a tempo os problemas que apareceram pelo caminho e garantir o sucesso na execução dos resultados chaves e objetivos.