
De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte, muitas empresas já compreenderam que é preciso investir na preparação de novos líderes, afinal, a conquista de altos índices de produtividade e a motivação das equipes dependem diretamente do estilo de gestão adotado.
Porém, no Brasil, o perfil de liderança está longe do ideal. Ainda é possível encontrar um número elevado de líderes autoritários e centralizadores dentro do universo corporativo. Apesar de esta ser a percepção dos liderados, muitos gestores não admitem esses rótulos. Muitos líderes convivem com uma visão distorcida sobre as próprias fortalezas e fraquezas, o que limita o aperfeiçoamento de algumas habilidades essenciais aos líderes genuínos.
Entre as principais carências dos atuais gestores, estão a falta de disposição para assumir riscos, a dificuldade de administrar crises e a inaptidão para articular e influenciar.
Assim, destaca Glauco, a identificação e a formação de novos líderes se tornou uma prioridade e esse processo deve ser conduzido pelo RH, com apoio da alta direção e compromisso dos demais gestores. Desse modo, é fundamental elaborar um programa de treinamento e de desenvolvimento direcionado e realmente eficiente na formação de novos líderes.
Para apoiar a iniciativa, os gestores de todas as áreas da empresa precisam ser sensibilizados para reconhecer certos atributos entre seus colaboradores e assim, indicá-los para participar do processo. Para tanto, uma gestão próxima é essencial, bem como o diálogo, o feedback, as avaliações de desempenho e a observação das atitudes diárias dos mesmos.
Para Glauco o interesse pelo aprendizado, a qualidade da comunicação, o poder de argumentação, a humildade para admitir os erros e o equilíbrio emocional são características marcantes que também devem ser observadas pelos gestores que fazem as indicações.
Entretanto, não basta localizar esses potenciais, é preciso investir em um programa de treinamento completo e permanente, destinado à lapidação dos mesmos. Dessa maneira, cabe ao RH manter uma relação de parceria com os gestores.
Essa parceria é fundamental para confirmar as indicações e, também, para definir quais habilidades precisam ser mais bem trabalhadas. Assim, é possível criar um programa de desenvolvimento direcionado a trabalhar os talentos e limitações de cada colaborador e assim, potencializá-lo para uma futura liderança.
Ao mesmo tempo, o RH deve conduzir uma ampla discussão em relação às competências mais importantes para a empresa e que, por isso, devem ser disseminadas entre todos os times. Com essas informações, o programa fica ainda mais sólido, baseado também na cultura e nos valores corporativos.
Empresas de consultoria e de treinamento especializadas no desenvolvimento de lideranças, podem e devem ser consultadas no momento de estruturar os programas. Assim, deve-se compartilhar com as mesmas quais as expectativas da alta direção e do RH em relação ao programa, discutindo o conteúdo a ser trabalhado, a metodologia a ser empregada, a duração do programa entre outros aspectos importantes.